Na linha da frente também na saúde
Mar 31, 2009 Política, Verdade pura Publicado por Ricardo Tavares
Na última reunião de Câmara o executivo propôs para deliberação a aprovação do reconhecimento de interesse municipal da construção de um Hospital Privado e de uma unidade de cuidados continuados em Santiago de Riba-Ul.
Estamos a falar de um equipamento de saúde de grande dimensão que terá uma área de construção de cerca de 7500 m2 no hospital, de 5000 m2 na unidade de cuidados continuados, e uma área comercial de 1000 m2 para apoio a ambas as valências.
Este investimento, totalmente privado e no montante de milhões de euros, assume no contexto actual uma relevância que não podemos ignorar.
Antes de mais este equipamento vai oferecer serviços especializados de saúde nas mais diversas áreas ( maternidade, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia, medicina nuclear, medicina de transplantes, medicina desportiva, medicina de emergência, imagiologia/radiologia, entre outros), mas depois existem outras vantagens em acolher um equipamento destes de que destaco apenas estas: a criação de centenas de postos de trabalho directos e indirectos; a atracção de quadros superiores aumentando o fluxo comercial, residencial e cultural no concelho e a requalificação urbanística do espaço onde irá ser implantado.
Oliveira de Azeméis tem apostado nos últimos anos numa área absolutamente estrutural para o nosso desenvolvimento - o ensino superior.
Fruto desse esforço nasceram dois projectos de ensino superior: a Escola Superior Aveiro Norte e a Escola Superior de Enfermagem (ESE). Num como noutro, têm sido formados jovens ao nível da licenciatura e pós-licenciatura, geradores de conhecimento e riqueza para o país.
No caso da ESE o sucesso formativo é mais que evidente e traduz-se na frequência actual de 320 alunos. Alunos que terão mais uma oportunidade para se fixarem no nosso concelho se existirem equipamentos onde possam colocar em prática o que aprenderam.
Esta conjugação entre o estudo e o trabalho é, afinal, a concretização do objectivo do município que desta forma se afirma também na área da saúde.
Recorde-se que a ESE é um investimento privado e com fins lucrativos mas que, ainda assim, mereceu e continua a merecer do município toda a atenção e protecção.
Da mesma forma abraçamos com entusiasmo este projecto de Hospital pelos motivos acima referidos.
Curiosamente, ou talvez não, o Partido Socialista não votou favoravelmente o reconhecimento do interesse municipal.
Só não estranhamos porque se trata de uma posição coerente com outras que tem tomado ao longo deste mandato de oposição ao investimento privado.
Esclarecedor…
Tags: ensino superior, escola superior de enfermagem, hospital, saúde
Oliveira de Azeméis na rota do turismo
Mar 25, 2009 Verdade pura Publicado por Ricardo Tavares
Na passada sexta-feira foi inaugurado o Parque Temático Molinológico, um espaço que marca não só pela sua beleza natural mas também pelo simbolismo, ao mostrar ao público todos os processos que no passado envolveram a secagem, a moagem dos cereais e o fabrico do pão.
Este Parque é mais uma importante razão para as pessoas visitarem Oliveira de Azeméis, conhecerem os seus costumes, as suas tradições e a sua cultura.
É a salvaguarda da cultura e do património que só hoje diferencia as cidades e os concelhos.
E esta obra é importante para nós mas também para as gerações vindouras. Cabe-nos a todos, às autarquias mas também aos oliveirenses, defender e promover o Parque mas também todas as actividades que ele promove, designadamente o Pão de Ul.
Este projecto, impulsionado pela Câmara Municipal, com um investimento orçado em 1.250.000€ e enquadra-se numa política de ordenamento que visa promover o sul do concelho, devido às suas condições físicas e naturais excepcionais, como zona turística de excelência.
Na inauguração do espaço retive as palavras do presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Dr. Melchior Moreira, que referiu tratar-se este Parque “de uma grande obra que promove não só Oliveira de Azeméis mas também o norte e todo o país”. Uma referência elogiosa que nos deve orgulhar a todos e que confirma o nosso município como uma peça importante no turismo do Norte de Portugal.
Entretanto, também neste sector, já há dois meses atrás, foi dado a conhecer o projecto de recuperação e criação dum parque em Palmaz, em parceria com privados, junto ao Rio Antuã, para além da construção de um hotel e de um equipamento ligado à saúde.
O turismo é uma aposta económica para o desenvolvimento económico no futuro, não só do país mas também do nosso concelho.
E Oliveira de Azeméis, conhecida pelo seu dinamismo empresarial das suas gentes e essencialmente por ser um Pólo industrial de excelência, tem que estar na rota do futuro.
Tags: Oliveira de Azeméis, pão de Ul, Parque Temático molinológico, Travanca, turismo, Ul
Credibilidade
Mar 18, 2009 Política, Verdade pura Publicado por Ricardo Tavares
Fez a semana passada quatro anos que o Governo de José Sócrates tomou posse.
Na hora do balanço, hoje, o nosso país atravessa uma conjuntura pouco favorável, com os portugueses deprimidos e descrentes quanto ao futuro.
Tem-se falado muito em crise, associando-se este termo principalmente à crise económica, ao desemprego, à falta de incentivo, à falta de confiança dos empresários.
Mas estes problemas, que são uma realidade incontornável e que contribuem para o ambiente de medo e revolta em que vivemos, na minha óptica são mais facilmente resolúveis do que outro problema que vou designar por enfraquecimento do regime em que vivemos.
Hoje, as Instituições, quase todas, não têm credibilidade.
A Assembleia da República tem cada vez menos prestígio e credibilidade; o Governo, seja de que partido for, tem cada vez menos respeito, e cada vez menos pessoas de referência querem dele fazer parte; o mesmo se passa nas autarquias. Os partidos políticos e os políticos têm sucessivamente vindo a perder prestígio e respeito. A comunicação social toda, associada a diversos interesses, controversa e polémica, também não tem associada a si uma imagem de verdade, isenção e imparcialidade. Os bancos não são credíveis. O Banco de Portugal não merece o crédito de ninguém. A Justiça tem vindo a sofrer um problema de impunidade e responsabilidade, para além da lentidão, ineficácia e até mesmo isenção e independência.
Tem que se resolver primordialmente este problema de falta de credibilidade.
Nestes quatro anos o Governo do PS deu um contributo decisivo para a falta de confiança dos portugueses nas Instituições.
E não foi por falta de condições políticas.
Pela primeira vez o PS teve uma larga maioria absoluta, uma boa cooperação institucional com o Presidente da República, que lhe permitia encetar as reformas necessárias à sua credibilização.
Agora que estão passados quatro anos de ausência de acção credibilizadora José Sócrates e seus pares falam como se não tivessem responsabilidades no actual estado de coisas e dizem que vão fazer e acontecer.
Não fizeram no passado e dizem que vão fazer no futuro.
Ainda alguém acredita?
Tripla personalidade…Crónica!
Mar 12, 2009 Verdade pura Publicado por António Rosa
Tenho acompanhado, ao longo das últimas semanas, as reflexões dos novos cronistas que escrevem semanalmente no Jornal Correio de Azeméis.
Tem sido interessante analisar as personalidades encarnadas nos escritos da cronista da Praça Pública, Dr.ª Helena Terra:
Por vezes, escreve a Deputada da nação que aprecia a actuação do Governo e a situação do País. Distingue-se pelo discurso cor de rosa, devidamente alinhado, pose de estado, grande dose de tolerância, compreensão, assertividade;
Dias depois, escreve a líder do PS oliveirense, que comenta a actividade municipal. Conhece-se pelo discurso do caos, zangada com tudo e todos, nada é tolerado, nada tem explicação, tudo o que mexe é obscuro e duvidoso;
Agora, escreve também a Candidata à Câmara Municipal. Qual será o registo da personagem?
Para começar, é bom que estude melhor os assuntos sobre que fala. O ensino Universitário em Oliveira de Azeméis, é uma realidade já com raízes, não só na Enfermagem (ESE) como também no Design Industrial (ESAN).
Ciclo da Primavera ‘09
Mar 12, 2009 Verdade pura Publicado por António Rosa
Uma questão de hábito?
Mar 11, 2009 Política, Verdade pura Publicado por Ricardo Tavares
Na passada sexta-feira o Grupo Parlamentar do PS na Assembleia da República impediu a abolição das taxas moderadoras nas cirurgias e internamentos, contra a posição de todos os partidos da oposição.
Esta posição do PS revela a insensibilidade do mesmo para as questões sociais.
Na discussão que existiu sobre esta matéria em 18 de Fevereiro na Assembleia da República, a deputada Helena Terra argumentou, para a defesa da tomada de posição socialista, que os portugueses já se habituaram às taxas moderadoras na saúde há mais de duas décadas e por isso deveriam continuar a pagá-las.
Ora, esqueceu-se a deputada Helena Terra é que, durante o mesmo período, os portugueses também se habituaram a ter emprego, e hoje cada vez mais estão no desemprego;
- que os portugueses habituaram-se a ter hospitais, maternidades e centros de saúde, que foram encerrados por este governo;
- que os portugueses habituaram-se a ter ensino público de qualidade, os professores motivados, os pais descansados e os estudantes bem formados e hoje temos os professores sempre em manifestações, os pais desassossegados e os estudantes sem rumo;
- que os portugueses habituaram-se a viver num país seguro, sem grandes conflitos sociais, e hoje assistimos a uma insegurança permanente com assaltos frequentes, mortes sucessivas e anormais, uma onda de criminalidade violenta, sem ter quem os proteja;
- que os portugueses habituaram-se a confiar numa justiça igualitária, independente, aplicada no respeito pelos direitos dos cidadãos e acautelando o exercício do direito de defesa das pessoas, e hoje assistimos a uma justiça desigual, dependente e cirúrgica;
- que os portugueses habituaram-se a confiar nos bancos, a fazerem as suas poupanças, a trabalharem para terem alguma estabilidade no futuro, e hoje preferem guardar o dinheiro debaixo dos colchões;
- que os portugueses habituaram-se a ter confiança nas transacções, nos negócios, nos actos e contratos que estavam selados de fé pública e garantiam direitos e obrigações e hoje é o vale tudo sob a capa duma solução milagrosa a que se chama simplex; etc…
Eu nunca ouvi a deputada Helena Terra a defender estes hábitos dos portugueses contra as políticas do seu governo, ao contrário do que invocou sobre as taxas moderadoras.
Aliás, a palavra crise parece só ser usada pelo PS para justificar acções ou omissões deste governo. Mas nunca para constatar a situação real dos portugueses.
Tags: taxas moderadoras
Nem tudo são rosas…
Mar 10, 2009 Política Publicado por Jorge Melo
Ainda à bem pouco tempo, no Congresso que mais parecia a “entrega dos Óscares” tudo estava bem na urbe socialista! Agora afinal, o Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa,critica o “seu” governo de falta de visão de conjunto relativamente à questão da segurança em Lisboa. Na minha opinião, não deixa de ser uma crítica pouco simpática ao seu sucessor no governo, Rui Pereira, que ainda n reagiu. Ao mesmo tempo, transmite a sensação de que vale tudo na corrida às autárquicas, até mesmo, criticar duramente o Governo que tanto se elogiou hà dias atrás no Congresso.
Há saúde que resista?
Mar 9, 2009 Política, Verdade pura Publicado por Ricardo Tavares
A 14 de Março de 2006 o então Ministro da Saúde, Dr. Correia de Campos, anunciou o encerramento da Maternidade de Oliveira de Azeméis. Foi uma decisão unilateral e plena da prepotência que haveria de levar o Ministro a ser substituído nas suas funções.
Ainda assim, numa fase já algo desesperada de manter-se no governo o Ministro Correia de Campos encetou uma vaga de negociações para vender a imagem de homem de diálogo. Com Oliveira de Azeméis assinou um acordo em Julho de 2007 que previa obras nas degradadas instalações do nosso hospital para ali funcionar um Serviço de Urgência Básico.
Com a preciosa comparticipação financeira da autarquia a Administração Regional de Saúde concretizou as obras e o serviço foi inaugurado funcionando relativamente bem.
Só que, o tal acordo firmado há quase dois anos previa também que o Centro de Saúde funcionasse em horário alargado, através do sistema de «consulta aberta». Deveria o Centro de Saúde ter passado a funcionar entre as 08h00 e as 22h00, nos dias úteis, e entre as 09h00 e as 15h00, aos fins-de-semana e feriados. Em períodos excepcionais “em função da procura e de períodos sazonais em que aumenta a população residente sem médico de família” previa ainda que estas consultas abertas pudessem funcionar até às 24 horas.
Mas o que aconteceu? Tudo ficou como estava…
O documento previa também a criação de Unidades de Saúde Familiares e uma Rede de Cuidados de Continuados Integrados destinada a «reorientar a procura dos cuidados de saúde primários» e adequar melhor os cuidados prestados no domicílio».
Mas o que aconteceu? Nada…
Perante isto temos que nos questionar se as reais intenções do Ministério da Saúde são, efectivamente, concretizar aquilo a que se obrigou através do protocolo assinado.
Ainda sobre o estado da saúde em Oliveira de Azeméis importa questionar o estado do processo do novo hospital.
Em Abril de 2008 num despacho da actual Ministra da Saúde assume-se pela primeira vez que vai ser construído um novo Hospital em Oliveira de Azeméis mas de então para cá a única evolução conhecida sobre a matéria é a disponibilização de terrenos pela autarquia para a sua construção confirmada na resposta do Ministério da Saúde a um requerimento do deputado Hermínio Loureiro sobre o assunto.
A somar a tudo isto temos vindo a assistir de forma mais ou menos velada a uma desmobilização de serviços e valências no Hospital de Oliveira de Azeméis.
Para completar este retrato sombrio temos o adiamento sucessivo da conclusão do novo Centro de Saúde mesmo depois do empreiteiro ter abandonado a obra há anos.
Há saúde que resista a este estado de coisas?
Tags: centro de saúde, hospital, saúde
Afinal, tudo vai bem!
Mar 8, 2009 Política Publicado por Jorge Melo
O Congresso do PS já lá vai, mas depois de algum tempo decorrido, talvez seja um exercício engraçado reflectir sobre o que se passou e o que passou para o país. Primeiro azar para Sócrates, a data coincidiu com uma Cimeira Europeia de extrema importância devido à situação de crise generalizada vivida por todo o mundo. Escolha de Sócrates: faltar à Cimeira Europeia para participar no Congresso. Não tenho dúvidas de que, se o Congresso tivesse sido o ano passado, Sócrates teria ido à Cimeira Europeia.
O Congresso foi importante, para seguir a estratégia cuidadosamente definida pela máquina socialista, ou seja, primeiro Sócrates surge com o discurso de vítima, de coitadinho foi a vitimização do partido, inclusive. Depois, surge o momento alto, bem na hora do telejornal, Sócrates anuncia o “socialista freelancer “para as europeias, como uma clara piscadela de olho à esquerda, um segredo bem guardado e que se tornou na acção mais importante feita pelo secretário-geral do PS. Por último, no discurso final, pede a maioria absoluta! Perfeito. Tudo decorreu num “show” bem montado com mudança de cenário, tudo com um ar bem “clean”, grandes planos, tudo cuidadosamente bem pensado, ao pormenor, pela oleada máquina socialista. Foi o congresso do PS, o partido que está no poder.
Foi um congresso que viveu da imagem cuidada e que se esqueceu de poupar.
Foi um Congresso que se esqueceu do país real, do país que enfrenta uma grave crise económica. Um país que tendo uma das economias mais frágeis da União Europeia, tem um Primeiro-Ministro que prefere as luzes internas da ribalta preocupado em preparar o caminho para as eleições, em detrimento de participar na Cimeira Europeia. Foi o único que teve falta.
Ah! Um facto relevante, previamente combinado ou não, o Manuel Alegre ficou em casa para não estragar a festa!



