Política de verdade

Falta sensivelmente um mês para as Eleições Europeias.

Numa sondagem publicada no passado fim-de-semana conclui-se que este acto eleitoral pode resultar numa das maiores abstenções de sempre em eleições democráticas.

O alheamento dos portugueses no que diz respeito à Europa sempre foi muito significativo.

As instituições europeias ainda não foram capazes, de uma forma clara e objectiva, de explicar o projecto comunitário. O período de campanha eleitoral que estamos a viver devia ser aproveitado pelas candidaturas para discutir ideias, projectos e esclarecer os portugueses dos benefícios da União Europeia.

No momento em que os fundos comunitários (QREN) tardam a ser aplicados ou são desviados para projectos megalómanos, numa altura em que os portugueses sentem de forma dramática os efeitos da crise e gostavam de perceber como é que a Europa pode contribuir para minorar a sua angústia, era de esperar da parte do partido do Governo uma maior responsabilidade.

Ao invés, assistimos a uma encenação de vitimização do candidato do PS, Vital Moreira, na tentativa de reeditar os acontecimentos ocorridos na Marinha Grande durante as presidenciais em que se defrontaram Mário Soares e Freitas do Amaral, e que na altura terão provocado a inversão na tendência de voto.

Esquecem-se que os tempos são outros e que os portugueses percebem bem quando os tentam manipular.

Enquanto o cabeça de lista do PSD, no dia 1 de Maio, comemorou o Dia do Trabalhador com os TSD (Trabalhadores Social Democratas), o cabeça de lista do PS, em vez de se juntar à UGT, preferiu afrontar a CGTP, conotada com o seu anterior Partido (PCP). Obviamente que a intenção era cirúrgica…

Isto tudo porque - e voltamos à sondagem do fim-de-semana - o PSD, com uma semana de campanha, aparece a apenas 3% do PS, com tendência para continuar a crescer.

Esta subida do PSD deve-se fundamentalmente à Política de Verdade protagonizada por Manuela Ferreira Leite e Paulo Rangel.

Falar verdade, sempre verdade, não escondendo os problemas nem iludindo os portugueses. É esta a estratégia que conduzirá o PSD à vitória a 7 de Junho.

1 Comentário em “Política de verdade”

  1. Jose Carlos Silva diz:

    Por norma não dou grande importância às eleições europeias. Não sei porquê, mas, fico com a sensação de que os melhores deputados de Portugal são empurrados para lá. O Nuno Melo é um dos que devia de ficar por cá. Via com bons olhos o regresso a São Bento, o deputado Pacheco Pereira. Gostei da atitude da Senhora Dr.ª. Manuela Ferreira Leite quando referiu que não há acordo para a criação do Bloco Central. Na política a seriedade é um contributo fundamental para a sua credibilização. O Dr. Jorge Sampaio que faça um favor a Portugal e vá descansar a sua merecida reforma.


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