Nunca baixamos os braços
Jun 16, 2009 Política, Verdade pura Publicado por Ricardo Tavares
Com a vitória retumbante do PSD nas eleições europeias ficou virada mais uma vez demonstrada a insatisfação dos portugueses com a governação de José Sócrates.
Desde que ganhou com maioria absoluta as eleições legislativas em 2005, o Partido Socialista disputou e perdeu três actos eleitorais. A saber: as eleições autárquicas de Outubro de 2005, as eleições presidenciais de Janeiro de 2006 e, agora, as eleições europeias.
Bem sei que a cada eleição corresponde um fim e com isto não pretendo generalizar o sentido de voto dos portugueses. Ao PSD, enquanto partido responsável e alternativo em termos nacionais à governação socialista, cabe agora o dever de apresentar um programa sério, de verdade e coerente com a situação económica que vivemos.
Do PSD os portugueses não podem esperar promessas demagógicas nem oportunistas. A regra imposta por Manuela Ferreira Leite de “falar verdade aos portugueses” começa a dar frutos. O resultado nas europeias foi um sinal de que os eleitores preferem a verdade à realidade virtual induzida pelo aparelho socialista.
No dia seguinte à vitória nas eleições europeias começou um novo ciclo eleitoral. A mensagem do PSD colocada nos cartazes por todo o país é “Nunca baixamos os braços”. Este é um mote para o Partido mas, mais que isso, deve ser um mote para o país. Para sair do actual estado de coisas é fundamental que as pessoas também não desistam e escolham o caminho mais credível para sair do buraco em que os socialistas nos meteram.
É bom recordar que nos últimos 14 anos o país foi governado durante 11 pelo Partido Socialista. Hoje a realidade económica e social do nosso país augura um futuro muito menos risonho do que aquela que Cavaco Silva deixou em 1995.
De país exemplar no contexto europeu passamos a liderar quase todos os rankings pela negativa. De país com políticas de rigor passamos para um governo de António Guterres que vendeu ilusões. Os portugueses viveram folgados, cheios de dinheiro virtual, sem qualquer plano reformista que rentabilizasse os fundos que provinham da Europa.
Hoje, a realidade económica e social do nosso país caracteriza-se pela falência das empresas, pela falência das famílias, pela entrega sucessiva dos imóveis aos bancos, pela penhora dos bens dos devedores, pelos divórcios, pela desintegração das crianças e dos jovens. Este é, infelizmente, o Portugal do presente.
E qual será o Portugal do futuro?
Será ao estilo austero de Manuela Ferreira Leite ou ilusório de José Sócrates. Os portugueses escolherão.




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