O regresso das promessas para não cumprir

Quatro anos depois de ter andado a prometer tudo aos portugueses José Sócrates retomou as promessas que todos sabemos não vai cumprir.

Não vai cumprir, como não cumpriu a criação dos 150 mil postos de trabalho.

Não vai cumprir, como não cumpriu com a redução dos impostos.

Não vai cumprir, como não cumpriu com a promessa de retirar os 300 mil idosos da pobreza.

Ao invés, ao fim de quatro anos Portugal tem a maior taxa de desemprego do pós 25 de Abril, um sistema de saúde mais inacessível e precário, um sistema de educação em que se promove o facilitismo com prejuízo dos estudantes e do conhecimento, uma justiça caótica, morosa e muito onerosa o que dificulta o acesso dos cidadãos.

Nestes quatro anos o empobrecimento da população foi uma realidade. A classe média perdeu poder de compra e quebrou-se a confiança nas instituições bancárias.

Adensaram-se os problemas sociais. Os incumprimentos perante a banca levaram as famílias a situações desesperantes que acabam em penhoras e perda dos bens e, na sequência destas dificuldades, aumentou-se a taxa de divórcio com os problemas daí inerentes sobretudo para as crianças. Para evitar o entupimento dos tribunais com as acções de divórcio criou-se uma lei a facilitar o mesmo.

Na vez de se dedicar aos verdadeiros problemas do país em que a natalidade pela primeira vez na nossa história foi inferior à mortalidade, o Governo socialista investiu não na salvaguarda do casamento e da família mas sim nas chamadas “medidas fracturantes”: aborto e casamento entre homossexuais.

Na vez de promover incentivos à natalidade José Sócrates, o seu governo e a bancada parlamentar que o suporta na Assembleia da República jogaram tudo em políticas estéreis em que o encerramento da maternidade em Oliveira de Azeméis foi apenas mais um sinal.

Há quatro anos os portugueses não queriam de certeza que o PS tivesse governado assim. Não foi para esta governação que os portugueses deram maioria absoluta a José Sócrates.

Que se saiba os portugueses não são masoquistas e, por isso, os sinais que vêm dando nos últimos tempos apontam para uma retirada de confiança nos socialistas.

A retoma da confiança, a esperança num futuro melhor passa necessariamente por uma política de verdade, de responsabilidade e de seriedade que a líder do PSD tem vindo a transmitir aos portugueses e que os portugueses saberão privilegiar a 27 de Setembro.

1 Comentário em “O regresso das promessas para não cumprir”

  1. Simplex Veritas » Blog Archive » Tome lá 200€, mas… diz:

    [...] há quinze dias atrás aqui falei na ausência de políticas de incentivo à natalidade, estava longe de imaginar que o Partido [...]


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