Preocupante
Jan 25, 2011 Causa Comum Publicado por jcampos
Bullying é um termo inglês, utilizado para descrever actos de violência física e psicológica,
intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou conjunto de indivíduos, com o
objectivo de intimidar ou agredir alguém.
Esta é uma palavra que os Portugueses se vão habituando, pelas piores razões, a ouvir,
sobretudo no âmbito da violência dentro das escolas.
O último caso do menino de Mirandela, cujos contornos da notícia penso não ser necessário
reproduzir, vieram mais uma vez alertar todos para uma triste realidade.
Bem sei que fenómenos de pressão psicológica e até física entre indivíduos em idade escolar
sempre existiram. O povo até costuma dizer que se tratam de coisas de miúdos, que acabam
por passar. Mas, nos dias de hoje, este fenómeno agudiza-se. Os pais já não sentem que ao
deixarem os seus filhos na escola os deixam num local seguro.
Ao contrário do que nos quer fazer crer a ministra da educação, que não considera urgente
esse debate, pois as nossas escolas segundo ela, estão a atravessar uma fase de tranquilidade,
torna-se necessário e urgente a realização de um debate amplo e focalizado na procura de
medidas concretas que estanquem o problema.
Os nossos alunos são seguramente, na sua grande maioria, indivíduos bem-educados,
disciplinados e que sabem quais os seus deveres e os seus direitos. Mas há uma percentagem
cada vez maior de alunos que encontram prazer no desrespeito, na intimidação e no
vandalismo.
Programas como a Escola Segura devem ser repensados. E todos devem assumir as suas
responsabilidades. Desde logo os pais. Ser pai tem de ser muito mais do que simplesmente
colocar uma criança no mundo. Os pais têm obrigação de acompanhar e educar os seus
filhos. Esta frase é seguramente uma frase feita, e parece ser óbvia, mas será de facto assim?
Seguramente que grande parte da problemática do Bullying reside exactamente na falta do
correcto acompanhamento parental.
Os professores e as entidades responsáveis têm também, entre outras, a obrigação de zelarem
pela integridade física e psicológica do aluno. Não se pode assobiar para o lado e usar a tão
célebre frase “são coisas de miúdos que acabam por passar”.
Até porque, e para piorar a situação, o problema da violência física e psicológica
incide também sobre os Professores, com reflexo directo na qualidade das aulas e
consequentemente no aproveitamento dos restantes alunos. Durante a semana que passou
fomos confrontados com a notícia de, aparentemente, mais um suicídio de um professor
relacionado com a sua actividade profissional.
Este problema é um problema de todos, onde a procura de soluções é urgente.




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