E o desnorte do governo continua…
Jan 28, 2011 Causa Comum Publicado por jcampos
Esta semana, por força das circunstâncias, ou seja, por força das inúmeras notícias sobre a situação económica do país, torna-se inevitável que volte a este assunto.
O nosso governo fala de ataques especulativos dos mercados financeiros, os nossos mais reputados economistas falam da necessidade de se pararem alguns projectos de obras públicas no sentido de se controlarem as nossas contas públicas. Entretanto, a nossa situação vai-se deteriorando, os mercados financeiros penalizaram fortemente a nossa bolsa de valores, as taxas de juros exigidas para a nossa dívida pública atingiram valores elevadíssimos, as agências de rating continuam a diminuir as nossas notações, e o povo cada vez sente mais na pele o que se está a passar. O desemprego não pára de crescer, um aumento de impostos parece inevitável, e mais uma vez, repito, quem vai pagar a crise é a classe média.
Tenho chamado a atenção para o facto de o nosso governo continuar a assobiar para o lado. Mas noto agora uma mudança de atitude no nosso ministro das finanças. O Dr. Teixeira dos Santos queria ir mais longe, queria cortar nas principais obras públicas, como se percebeu claramente pelas declarações proferidas. Mas pasme-se, o nosso ministro das finanças foi completamente desautorizado pelo restante governo. Veja-se, a propósito, a intenção do governo em manter projectos de investimento como o TGV e o novo aeroporto de Lisboa. Curioso, ou talvez não, é que os principais investimentos de que o Eng. Sócrates não quer abdicar são investimentos a serem executados na zona de Lisboa.
Atitude louvável e responsável teve o líder da oposição, ao solicitar uma reunião de urgência com o Sr. Primeiro-ministro, procurando transmitir um sinal de confiança aos mercados, mostrando a convergência política necessária para a defesa dos interesses financeiros do nosso país. Esteve realmente bem Pedro Passos Coelho.
As pessoas começam a acreditar que o PSD é uma real alternativa a este governo. Tal é demonstrado pelas últimas sondagens, que já apresentam o PSD à frente do PS nas intenções de voto.
Este é ainda o tempo de governação socialista, governo que foi democraticamente eleito. E que bom seria que para bem de Portugal esse governo acordasse para a realidade, esquecendo o Marketing político e preocupando-se com os reais problemas do país. Fica no entanto uma certeza, a de que os portugueses podem agora começar a acreditar que há uma verdadeira, e claro está, muito melhor alternativa de governação para o país.




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