O Novo PEC

Plano de Estabilidade e Crescimento, défice das contas públicas, aumento de impostos.
Estes são conceitos que ficarão para sempre ligados, e ligados negativamente
acrescente-se, à governação do Eng. José Sócrates.
Tenho escrito muitas vezes sobre a forma errada, displicente e manifestamente pouco
preocupada com que o PS tem governado Portugal. Infelizmente as consequências dessa
governação estão aí e afectam-nos a todos.
As mentiras sobre o défice, o despesismo e a falta de rigor, têm como consequência um
inevitável Plano de Estabilidade e Crescimento mais restritivo, e um adicional e também
inevitável aumento de impostos.
Fez bem Pedro Passos Coelho, que com sentido de responsabilidade, vai viabilizar
e suportar o anunciado aumento de impostos. Fez bem Passos Coelho em obrigar o
governo a pensar que também do lado da despesa muito deverá ser feito. De facto,
parece ter sido apenas por influência do líder da oposição que o Governo se lembrou de
que alguns gastos públicos, nomeadamente salários e regalias de gestores, políticos e
funcionários públicos deviam ser congelados, ou mesmo diminuídos. O esforço deve ser
de todos, e o exemplo deve vir de cima.
Aumenta o IVA, aumenta o IRC, aumenta o IRS. Aliás, os impostos já tinham
aumentado com o PEC, pelos cortes previstos nos benefícios fiscais. O Estado precisa
de dinheiro e é tão simples quanto isto. Os sacrifícios são necessários, é tão básico
quanto isso.
A pergunta no entanto tem que ser feita. Quem são os principais responsáveis pelo
estado a que chegaram as nossas contas públicas, pelo estado a que chegou a nossa
economia e que agora traz consequências tão penalizadoras sobretudo para a classe
média (são sempre os mesmos a pagar a crise)? E a resposta tem de ser dada. O
Governo do Partido Socialista é o responsável.
Provavelmente estas medidas não teriam de ser tomadas se ao longo dos últimos anos
o PS estivesse mais preocupado em governar bem Portugal e menos obcecado com a
imagem e o Marketing político. Os Portugueses foram enganados, por um Primeiro-
Ministro que continua a não reconhecer que errou, e que pede agora compreensão aos
portugueses.
Talvez agora os Portugueses percebam quem só lhes tem feito mal, e penalizem o actual
governo na altura certa e no local certo, ou seja, nas urnas. Estou convencido que a
sabedoria popular, expressa através do voto livre e democrático, é sempre a melhor
resposta. Estou certo de que os Portugueses já não se deixam iludir, por isso agora é
esperar que até às próximas eleições quem nos governa eleve finalmente os interesses
do país acima dos interesses pessoais e eleitorais.

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