Inevitável continuar a falar do desgoverno do nosso governo

Esta semana, mais uma vez, torna-se inevitável voltar ao assunto do “desgoverno do país”.
Esta semana, em entrevista à RTP, ouvimos o nosso primeiro-ministro dizer que a culpa do
aumento dos impostos era do facto de o mundo ter mudado numa semana, durante o mês
de Abril. Mais tarde, e ainda durante a mesma entrevista, afirmava que afinal o mundo tinha
mudado em 2 semana, e que a culpa era desses malditos especuladores. Ele, e o seu governo,
esses não tinham quaisquer responsabilidades, e por isso pedir desculpa aos portugueses
estava fora de questão. Afinal a culpa do défice e da degradação da nossa economia deriva do
facto de o mundo ter mudado em poucas semanas. O Governo PS fez tudo o que podia…. Ora,
se o assunto não fosse tão sério daria vontade de rir.

É obvio que o mundo mudou, mas não foi em 3 semanas. É obvio que vários factores externos
a Portugal afectaram negativamente toda a nossa economia. Mas também é obvio que o
governo nada fez atempadamente para prevenir e corrigir as suas orientações políticas e
económicas. Antes pelo contrário. É ainda mais óbvio que o que muda bem depressa (por
vezes no próprio dia), são as opiniões do nosso primeiro-ministro e dos nossos governantes.

O Governo, ou o que resta dele, limita-se a correr de um lado para o outro, sem perceber
muito bem o que pode e deve fazer. É o desgoverno total. Desdobra-se em anúncios
contraditórios, e dá o dito por não dito, consoante o local e a hora. Por exemplo, os
portugueses já perceberam que a taxa do IRS vai aumentar, mas primeiro ficamos com a
sensação de que a nova lei só entraria em vigor em Junho, depois afinal se calhar já incidiria
sobre os rendimentos obtidos por todos nós desde o inicio do ano, a seguir parecia que
entraria em vigor após um dia do seu anuncio (Maio), e afinal, “voilá”, vai ser mesmo em
Junho, mas com incidência na totalidade dos rendimentos de 2009. O nosso ministro das
finanças parece andar desorientado. Entretanto quem paga a factura é o povo português.

Não poderia deixar passar esta semana sem fazer uma referência ao mercado à moda
antiga, que se realizou no fim-de-semana em Oliveira de Azeméis. É um grande exemplo do
empreendedorismo das nossas gentes, da sua capacidade de organização. Estão de parabéns
todos os que participam neste grande evento, que permite aos seus visitantes passarem
momentos bem divertidos, diferentes, permitindo-nos relembrar o passado histórico e
costumes das nossas gentes. Como Oliveirense, gostaria de deixar o meu testemunho de
reconhecimento e agradecimento.

O Novo PEC

Plano de Estabilidade e Crescimento, défice das contas públicas, aumento de impostos.
Estes são conceitos que ficarão para sempre ligados, e ligados negativamente
acrescente-se, à governação do Eng. José Sócrates.
Tenho escrito muitas vezes sobre a forma errada, displicente e manifestamente pouco
preocupada com que o PS tem governado Portugal. Infelizmente as consequências dessa
governação estão aí e afectam-nos a todos.
As mentiras sobre o défice, o despesismo e a falta de rigor, têm como consequência um
inevitável Plano de Estabilidade e Crescimento mais restritivo, e um adicional e também
inevitável aumento de impostos.
Fez bem Pedro Passos Coelho, que com sentido de responsabilidade, vai viabilizar
e suportar o anunciado aumento de impostos. Fez bem Passos Coelho em obrigar o
governo a pensar que também do lado da despesa muito deverá ser feito. De facto,
parece ter sido apenas por influência do líder da oposição que o Governo se lembrou de
que alguns gastos públicos, nomeadamente salários e regalias de gestores, políticos e
funcionários públicos deviam ser congelados, ou mesmo diminuídos. O esforço deve ser
de todos, e o exemplo deve vir de cima.
Aumenta o IVA, aumenta o IRC, aumenta o IRS. Aliás, os impostos já tinham
aumentado com o PEC, pelos cortes previstos nos benefícios fiscais. O Estado precisa
de dinheiro e é tão simples quanto isto. Os sacrifícios são necessários, é tão básico
quanto isso.
A pergunta no entanto tem que ser feita. Quem são os principais responsáveis pelo
estado a que chegaram as nossas contas públicas, pelo estado a que chegou a nossa
economia e que agora traz consequências tão penalizadoras sobretudo para a classe
média (são sempre os mesmos a pagar a crise)? E a resposta tem de ser dada. O
Governo do Partido Socialista é o responsável.
Provavelmente estas medidas não teriam de ser tomadas se ao longo dos últimos anos
o PS estivesse mais preocupado em governar bem Portugal e menos obcecado com a
imagem e o Marketing político. Os Portugueses foram enganados, por um Primeiro-
Ministro que continua a não reconhecer que errou, e que pede agora compreensão aos
portugueses.
Talvez agora os Portugueses percebam quem só lhes tem feito mal, e penalizem o actual
governo na altura certa e no local certo, ou seja, nas urnas. Estou convencido que a
sabedoria popular, expressa através do voto livre e democrático, é sempre a melhor
resposta. Estou certo de que os Portugueses já não se deixam iludir, por isso agora é
esperar que até às próximas eleições quem nos governa eleve finalmente os interesses
do país acima dos interesses pessoais e eleitorais.

E o desnorte do governo continua…

Esta semana, por força das circunstâncias, ou seja, por força das inúmeras notícias sobre a situação económica do país, torna-se inevitável que volte a este assunto.

O nosso governo fala de ataques especulativos dos mercados financeiros, os nossos mais reputados economistas falam da necessidade de se pararem alguns projectos de obras públicas no sentido de se controlarem as nossas contas públicas. Entretanto, a nossa situação vai-se deteriorando, os mercados financeiros penalizaram fortemente a nossa bolsa de valores, as taxas de juros exigidas para a nossa dívida pública atingiram valores elevadíssimos, as agências de rating continuam a diminuir as nossas notações, e o povo cada vez sente mais na pele o que se está a passar. O desemprego não pára de crescer, um aumento de impostos parece inevitável, e mais uma vez, repito, quem vai pagar a crise é a classe média.

Tenho chamado a atenção para o facto de o nosso governo continuar a assobiar para o lado. Mas noto agora uma mudança de atitude no nosso ministro das finanças. O Dr. Teixeira dos Santos queria ir mais longe, queria cortar nas principais obras públicas, como se percebeu claramente pelas declarações proferidas. Mas pasme-se, o nosso ministro das finanças foi completamente desautorizado pelo restante governo. Veja-se, a propósito, a intenção do governo em manter projectos de investimento como o TGV e o novo aeroporto de Lisboa. Curioso, ou talvez não, é que os principais investimentos de que o Eng. Sócrates não quer abdicar são investimentos a serem executados na zona de Lisboa.

Atitude louvável e responsável teve o líder da oposição, ao solicitar uma reunião de urgência com o Sr. Primeiro-ministro, procurando transmitir um sinal de confiança aos mercados, mostrando a convergência política necessária para a defesa dos interesses financeiros do nosso país. Esteve realmente bem Pedro Passos Coelho.

As pessoas começam a acreditar que o PSD é uma real alternativa a este governo. Tal é demonstrado pelas últimas sondagens, que já apresentam o PSD à frente do PS nas intenções de voto.

Este é ainda o tempo de governação socialista, governo que foi democraticamente eleito. E que bom seria que para bem de Portugal esse governo acordasse para a realidade, esquecendo o Marketing político e preocupando-se com os reais problemas do país. Fica no entanto uma certeza, a de que os portugueses podem agora começar a acreditar que há uma verdadeira, e claro está, muito melhor alternativa de governação para o país.

Governo desnorteado

25 De Abril, data de comemoração da revolução de Abril, ocorrida há 36 anos. Data de
comemoração da liberdade, da democracia e, já agora, da solidariedade. É data comemorativa
do que atrás invoquei, mas também data que nos deve a todos fazer reflectir sobre a
qualidade da nossa democracia, e sobre as nossas perspectivas de futuro.

É inegável que muito foi conseguido ao longo destes 36 anos de democracia. Temos um
sistema democrático sólido e temos tido fases de desenvolvimento económico-social
relevantes. Mas nem tudo foram rosas, aliás é mais apropriado dizer que nem tudo foram
cravos. O problema é que Portugal tem também tido momentos de grande dificuldade, ligados
também a alguma incompetência de quem tem responsabilidades governativas. Estamos
exactamente num desses períodos.

Temos um governo desnorteado, que não sabe ou não quer saber o que se passa no país (veja-
se o caso das nossas contas públicas e os números do défice). Um governo que continua a
culpar a crise internacional pela difícil situação financeira portuguesa, parecendo esquecer
que os mercados internacionais começam a dar mostras de melhoria, e que entretanto
reputados economistas a nível mundial vão falando da situação portuguesa, identificando
a nossa economia e contas públicas como das mais frágeis da União Europeia. Como se não
bastasse, os novos números do desemprego continuam a bater recordes. O fosso entre ricos e
pobres acentua-se, a classe média vai sofrendo as consequências da crise, e vamos assistindo
a verdadeiros atentados ao bom senso, no caso das remunerações de alguns gestores públicos
(veja-se o caso de António Mexia na EDP). Note-se que sou daqueles que defende uma justa
remuneração para os que se revelam uma mais-valia para as suas empresas, criando valor para
o accionista. Defendo justas retribuições para quem tem mérito, mas não posso concordar que
no caso da EDP, à custa do escandaloso preço praticado em situação de monopólio, recebam
milhões.

Por outro lado no nosso país, no campo social, está igualmente tudo ao contrário. Temos de
ser solidários com quem precisa, mas devemos ser justos com aqueles que, usufruindo de
uma “benesse” chamada rendimento de inserção, abusam e procuram passar toda a sua vida
como subsídio-dependentes. O pior é que estes têm a complacência de uma certa esquerda
chique, nomeadamente do Bloco de Esquerda, que lhes permitirão continuar a ser subsídio-
dependentes.

Trinta e seis anos após a revolução de Abril, o balanço é obviamente positivo. Hoje sou livre
para escrever o que entendo, sem censura. Isso já é uma grande conquista, mas muito há
ainda a fazer e muitas mentalidades têm ainda de mudar.

República

O ano de 2010, entre outros momentos e aniversários importantes, fica marcado por ser
o ano do primeiro centenário da implantação da República em Portugal. Várias têm sido
as acções comemorativas e alusivas a este importante facto.
Em termos de convicções políticas sou efectivamente um republicano, embora tenha
muito respeito pelas opiniões contrárias, nomeadamente dos monárquicos. Acredito nas
verdadeiras vantagens de um regime republicano, cujos principais representantes do
povo não sejam escolhidos por força do nascimento no seio de uma família real. Mas
só acredito no regime republicano cujos representantes do povo sejam escolhidos pelas
populações, ou seja pelo voto livre das pessoas. Um regime republicano democrático.
Esta minha reflexão surge pela proximidade das comemorações do 25 de Abril, que nos
deve fazer recordar que durante estes 100 anos de República, Portugal viveu grande
parte deles em ditadura.
Seja como for, o propósito deste meu artigo é chamar a atenção para aquilo que na
minha opinião tem sido a pouca importância dada pelos nossos principais responsáveis
políticos, comunicação social e agentes culturais, a estas comemorações. É importante,
principalmente para os mais jovens, o conhecimento da história recente do nosso
país. As comemorações do centenário, são uma oportunidade para se dar a conhecer
essa mesma história, e que está a tornar-se uma oportunidade perdida. As acções
comemorativas, têm de passar pela adesão popular, pela própria promoção das mesmas,
e sobretudo, tem de ter como principal ponto de interesse a informação e esclarecimento
dos Portugueses sobre o contexto político-social em que a implantação se deu. É
importante também dar a conhecer, sem qualquer espécie de branqueamento, os
principais capítulos da nossa história recente.
Os portugueses andam muito abstraídos da realidade política, e uma das razões para
que isso aconteça, passa seguramente pelo facto de existir muito desconhecimento
sobre a nossa história política, sobre os seus intervenientes, e sobre os seus resultados.
É confrangedor assistir a questionários aleatórios a portugueses em datas importantes e
perceber que eles não sabem o significado dessas datas. E, como já todos repararam, até
os mais velhos parecem não conhecer os eventos que se comemoram.
Reforço por isso a ideia de que as comemorações do centenário da república deveriam
ter como grande prioridade dar a conhecer a história da República, reflectindo sobre as
acções e acontecimentos, quer positivos quer negativos, e reconhecendo em que medida
poderão influenciar a nossa conduta colectiva presente. Conhecer o passado poderá
potenciar o futuro.

O valor que o nosso concelho tem

Durante a semana passada, por motivos profissionais, foi contactando com várias
pessoas de todo o país, e mais do que nunca, senti que todo o meu orgulho por Oliveira
de Azeméis é justificado. De facto, quando em conversa com diferentes pessoas, me
identificava como sendo natural de Oliveira de Azeméis, eram muitos os comentários
favoráveis à nossa terra. Desde pessoas que a conheciam muito bem, e que admiravam
a simpatia das suas gentes, e a beleza natural de algumas das nossas 19 freguesias, a
outros que me falavam de forma muito calorosa e entusiástica do nosso parque “de La
Salette”. Havia ainda quem, de forma muito clara, demonstrasse grande admiração pela
nossa força empresarial, dando exemplos concretos de empresas que são lideres no
mercado nacional e competem no mercado global, e de personalidades naturais da nossa
terra que se destacam a nível nacional. Muitos salientavam ainda a qualidade de vida de
que o nosso concelho usufrui.
Infelizmente, muitas vezes, nós Oliveirenses, temos o hábito de criticar
sistematicamente o que se passa em Oliveira de Azeméis, considerando que o que é
nosso é mau, e só valorizando ou identificando como positivo o que acontece em outras
terras, normalmente vizinhas. Não raramente, são as pessoas que olham de fora o nosso
concelho que dão o devido valor e reconhecimento ao que temos na nossa terra.
Como é óbvio, Oliveira de Azeméis possui ainda muitas carências, muitos problemas,
e muito há ainda a fazer-se. O facto de outros elogiarem a nossa cidade e as suas
19 freguesias não nos pode fazer crer que tudo é bom no concelho. Mas há vários
aspectos positivos na nossa terra e qualidades nas nossas gentes de que não nos
devemos esquecer. Como já referi, e sem esquecer que é legítima a ambição de querer
e fazer mais por Oliveira de Azeméis, o nosso Concelho já apresenta no presente uma
qualidade de vida elevada.
Os Oliveirenses são reconhecidos pela sua capacidade de trabalho, capacidade de
realização e empreendedorismo. Têm por isso todos os motivos para se sentirem
orgulhosos do que têm feito, cada um à sua maneira, em prol do concelho.
Acima de tudo, e porque volta e meia aparecem “os velhos do Restelo” que consideram
que tudo o que é feito cá é mau, os naturais do nosso Concelho têm de perceber que
nos últimos anos, Oliveira de Azeméis tem conseguido nas diversas áreas (empresarial,
desporto, cultura, associativismo, solidariedade, ambiente, saúde e tantas outras),
progressos assinaláveis. Este deverá, na minha opinião, ser o estado de espírito de cada
um de nós. Ou seja, críticos mas conscientes do nosso valor, conscientes de que Oliveira
de Azeméis é um concelho de progresso, e mais importante, sempre com uma visão
positiva e de futuro.

Oedro Passos Coelho, um líder para o país

Pedro Passos Coelho foi eleito Presidente do PSD com 61% dos votos dos militantes.

O dia 26 de Março tornou-se num dia importante para o partido. O acto eleitoral foi, desde
que existem directas, o mais concorrido de sempre. Este é um sinal, antes de mais, da
vitalidade desta força partidária, mas significa também o reconhecimento por parte dos
militantes, da importância que a nova comissão política nacional terá para a revitalização do
PSD, e mais importante, para o país.

A nova comissão política do PSD, liderada pelo Dr. Passos Coelho foi mais do que legitimada
com uma votação expressiva. A vontade dos militantes foi clara. Atrevo-me a dizer, ainda bem.
E ainda bem acima de tudo porque uma votação tão expressiva dá legitimidade acrescida aos
futuros órgãos nacionais do PSD. E este será certamente um passo importante para a unidade
do partido, unidade que é um importante sinal para o país. De facto, os portugueses já
perceberam que no Governo está um senhor e um PS sem ideias, sem rumo e sem capacidade
para solucionar a grave crise que atravessamos, resultante em grande parte da péssima
governação socialista. Por isso, mais do que nunca se torna necessário um PSD forte, unido e
com um projecto ganhador. É isso que os portugueses esperam, um partido responsável onde
o interesse nacional esteja acima do interesse partidário.

Desde a saída do Prof. Cavaco Silva da liderança do partido, sempre que uma nova direcção
política é eleita, tem surgido uma forte oposição interna, em muitos casos bem mais feroz
que os verdadeiros adversários políticos que deveriam estar nos outros partidos e não dentro
do próprio PSD. Como é óbvio a diversidade de opiniões é salutar e benéfica para a própria
democraticidade do partido e consequentemente do país. Não é a diferença de opinião e a
critica interna nos locais próprios que está em causa. No entanto é importante transmitir aos
portugueses que o partido estabeleceu como prioridade os problemas do país, e que todos os
militantes estão focados no país.

Tenho muita confiança no Dr. Pedro Passos Coelho, tenho esperança de que venha a
ser primeiro-ministro de Portugal. Mas, como já referi, é importante que as atenções e
preocupações do partido se desloquem do seu interior para as questões que preocupam os
portugueses. A unidade do Partido é por isso necessária.

As primeiras declarações após o acto eleitoral de Passos Coelho, apelando à mobilização de
todos os militantes e mostrando o desejo de colaborar com todos é um bom sinal. Também
é um excelente sinal a declaração de Paulo Rangel, mostrando respeito por quem ganhou as
eleições e vontade de ser leal ao partido, trabalhando no melhor interesse do país.

Preocupante

Bullying é um termo inglês, utilizado para descrever actos de violência física e psicológica,
intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou conjunto de indivíduos, com o
objectivo de intimidar ou agredir alguém.

Esta é uma palavra que os Portugueses se vão habituando, pelas piores razões, a ouvir,
sobretudo no âmbito da violência dentro das escolas.

O último caso do menino de Mirandela, cujos contornos da notícia penso não ser necessário
reproduzir, vieram mais uma vez alertar todos para uma triste realidade.

Bem sei que fenómenos de pressão psicológica e até física entre indivíduos em idade escolar
sempre existiram. O povo até costuma dizer que se tratam de coisas de miúdos, que acabam
por passar. Mas, nos dias de hoje, este fenómeno agudiza-se. Os pais já não sentem que ao
deixarem os seus filhos na escola os deixam num local seguro.

Ao contrário do que nos quer fazer crer a ministra da educação, que não considera urgente
esse debate, pois as nossas escolas segundo ela, estão a atravessar uma fase de tranquilidade,
torna-se necessário e urgente a realização de um debate amplo e focalizado na procura de
medidas concretas que estanquem o problema.

Os nossos alunos são seguramente, na sua grande maioria, indivíduos bem-educados,
disciplinados e que sabem quais os seus deveres e os seus direitos. Mas há uma percentagem
cada vez maior de alunos que encontram prazer no desrespeito, na intimidação e no
vandalismo.

Programas como a Escola Segura devem ser repensados. E todos devem assumir as suas
responsabilidades. Desde logo os pais. Ser pai tem de ser muito mais do que simplesmente
colocar uma criança no mundo. Os pais têm obrigação de acompanhar e educar os seus
filhos. Esta frase é seguramente uma frase feita, e parece ser óbvia, mas será de facto assim?
Seguramente que grande parte da problemática do Bullying reside exactamente na falta do
correcto acompanhamento parental.

Os professores e as entidades responsáveis têm também, entre outras, a obrigação de zelarem
pela integridade física e psicológica do aluno. Não se pode assobiar para o lado e usar a tão
célebre frase “são coisas de miúdos que acabam por passar”.

Até porque, e para piorar a situação, o problema da violência física e psicológica
incide também sobre os Professores, com reflexo directo na qualidade das aulas e
consequentemente no aproveitamento dos restantes alunos. Durante a semana que passou
fomos confrontados com a notícia de, aparentemente, mais um suicídio de um professor
relacionado com a sua actividade profissional.

Este problema é um problema de todos, onde a procura de soluções é urgente.

Irrresponsabilidades penalizantes

Na passada semana assistimos ao encerramento de mais uma extensão de saúde no nosso
concelho. Desta vez ocorreu em S. Martinho da Gândara, freguesia que se junta às já
encerradas extensões de saúde de Fajões e Travanca.

A população de S. Martinho, reunida no seu centro paroquial, mostrou a sua indignação
e surpresa pelo sucedido, reacção que é compreensível. Penso aliás que é uma daquelas
decisões que não pode deixar ninguém indiferente. Nestas alturas não podem haver questões
menores a separarem os partidos políticos pois trata-se da defesa de algo essencial, o direito
a bons cuidados de saúde para os habitantes do concelho. Face ao ocorrido, as forças vivas do
concelho devem intervir e tentar influenciar positivamente os decisores procurando que este
tipo de medidas seja evitado ou revertido.

As justificações que as entidades oficiais apresentam para estes encerramentos são várias,
sendo que muitas delas não convencem. Grande parte da população portuguesa identifica
estas medidas como resultantes de preocupações economicistas. No entanto, no que diz
respeito à saúde a principal preocupação não pode ser de maneira nenhuma uma preocupação
meramente monetária. Como é óbvio, não defendo que se mantenham centros de saúde
sem condições e que não prestem serviços de qualidade. Mas considero que a saúde deve ser
acessível e de qualidade para todos, pelo que em vez de se encerrarem centros de cuidados
médicos, têm é que se dotar estes mesmos serviços de valências e condições para que
prestem bons serviços às populações.

O fim das unidades de saúde nas freguesias do nosso concelho é um revés no desenvolvimento
de região. Por esta razão certamente assistiremos a formas de luta por parte das populações,
que percebem muito bem o impacto negativo que estas decisões têm no seu nível de vida.

Num âmbito completamente diferente, não poderia deixar passar esta semana sem fazer um
pequeno comentário às últimas declarações do senhor Bastonário da Ordem dos Advogados,
que afirma que existe uma agenda política oculta por parte de alguns magistrados com o
intuito de derrubar e desprestigiar o nosso primeiro-ministro, mas recusando-se a revelar
nomes. É uma irresponsabilidade lançar ideias para o ar e depois não as concretizar. Se
não fossem graves e vindas de alguém que representa uma ordem profissional de grande
importância, daria para rir. Primeiro, este senhor parece esquecer que os jornalistas, que são
quem tem vindo a denunciar algumas situações mais ocultas do nosso primeiro-ministro e do
nosso governo, não são magistrados. Convenhamos que aparentemente quem realmente tem
uma agenda política paralela é o senhor bastonário. É a sede do protagonismo a todo o preço.
Perde com isto a Ordem dos advogados.

Novas técnologias ao serviço da CMOAZ

Na sessão da Assembleia Municipal do dia 26 de Fevereiro, tive a oportunidade de fazer
uma intervenção sobre a reformulação do novo site da Câmara Municipal de Oliveira de
Azeméis, (www.cm-oaz.pt), assunto que face à sua actualidade e pertinência penso ser
importante realçar, e que por isso gostaria de partilhar com os leitores.

Hoje em ideia as plataformas tecnológicas de acesso à informação são muito
importantes, dado que o cidadão cada vez mais recorre a este tipo de ajuda. Neste
domínio não tenho dúvidas que as Câmaras Municipais que conseguirem ter uma
estrutura tecnológica diferenciada e de qualidade se vão afirmar. O novo layout do
site da Câmara Municipal está do ponto de vista do utilizador mais apelativo, e tem
uma estrutura tecnológica, mais adaptada aos dias de hoje. Para além disso, possui um
conjunto de funcionalidades essenciais e de grande utilidade.

Destas funcionalidades realço a introdução de novas ferramentas de interacção com os
utilizadores, permitindo que através do site as pessoas possam consultar documentos,
efectuar requerimentos ou proceder à leitura da água, para o que bastará que usem o seu
cartão de cidadão. Saliento também a possibilidade do munícipe ser atendido online,
através de um sistema de conversação com um operador do Gabinete de Atendimento
ao Munícipe, que vem permitir aos cidadãos a realização de um conjunto de tarefas, sem
que necessitem de sair da sua própria casa.

Este site é igualmente muito importante para a divulgação e promoção do concelho.
Assim, através da consulta da página da Câmara Municipal, as pessoas ficam a conhecer
a história, os principais pontos de atracção, os eventos e a própria dinâmica que o
concelho hoje possui.

É ainda igualmente importante destacar a edição digital do Boletim Municipal, deixando
o mesmo de ser publicado em papel o que desta forma permite também a racionalização
de custos com as vantagens daí adjacentes. Permite que o respectivo Boletim fique
disponível para consulta a todos os cidadãos.

Termino com uma constatação: cada vez mais a internet e as novas plataformas
tecnológicas, são procuradas como fonte de informação e como um meio mais
rápido para a resolução de questões importantes do nosso dia-a-dia. Por esta razão
esta ferramenta (site), deve continuar a merecer uma grande atenção por parte dos
responsáveis camarários. Não tenho dúvidas que a quantidade de pessoas que irão
procurar os seus conteúdos será cada vez maior.