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Queremos Cavaco Silva Presidente

O ano de 2009 foi intenso do ponto de vista da actividade partidária, fruto dos três actos
eleitorais que ocorreram. Nas eleições Europeias, vitória do PSD, nas eleições Legislativas,
embora perdendo a maioria absoluta vitória clara do PS, e nas eleições autárquicas, vitória
clara do PSD.

O ano de 2010, se por um lado não tem nenhum acto eleitoral previsto, não deixa de ser
um ano extremamente interessante do ponto de vista político-partidário. O PS intensifica o
número de reuniões dos seus órgãos nacionais, de forma a cerrar fileiras, em torno do seu
líder, tentando minimizar os danos causados na imagem do seu Secretário-Geral relacionados
com os inúmeros casos polémicos que têm vindo a público e desastrosos para a imagem
do próprio PS. O PSD tem pela frente um acto eleitoral interno para a escolha do futuro
líder do partido da maior importância acima de tudo para o país, pois muito provavelmente
destas eleições e tendo em conta todo o desgaste e falta de rumo que o actual governo vem
demonstrando, sairá o futuro primeiro-ministro de Portugal. É importante que estas eleições
sejam marcadas por um debate leal entre os candidatos, feito com elevação para que os
Portugueses olhem para o PSD como um partido responsável, e à altura de governar Portugal.

Entretanto estamos a sensivelmente um ano das próximas eleições presidenciais, e também
neste campo se começam a perfilar candidatos.

Quando Cavaco Silva foi eleito, tornando-se assim o primeiro presidente da República oriundo
do Centro - Direita, percebeu-se que esta vitória do actual Presidente da República foi mal
digerida pela Esquerda. Já passaram mais de 4 anos sobre essas eleições, mas a Esquerda
continua desorientada sobre essa matéria. Exemplo claro é o Partido Socialista. Por um lado
parece que José Sócrates quer apoiar Manuel Alegre, por outro lado, uma grande parte dos
Socialistas aparentemente não quer apoiar Manuel Alegre, e entretanto este último vai-se
desgastando. As últimas sondagens indicam que o efeito Manuel Alegre (teve mais votos que
Mário Soares há 4 anos), se vai esfumando. Neste contexto surge Fernando Nobre, figura
respeitável da nossa sociedade civil, mas que dizem alguns, ou pelo menos insinuam, caso do
próprio Manuel Alegre, estará a ser lançado para a linha da frente por pessoas próximas de
Mário Soares. Entretanto, agradece Cavaco Silva, que note-se, está a fazer um mandato no
global bastante positivo e importante para a própria estabilidade do país. É que ao contrário
de outros Cavaco Silva pauta a sua acção diária a pensar primeiramente no país, e se o
professor decidir candidatar-se a novo mandato, os Portugueses certamente reconhecerão
esse empenho, e toda a sua capacidade.

Quando lhe chega a mostarda ao nariz, estala-se …

Porque aparentemente algumas pessoas não me conhecem, faço um muito breve resumo. Sou
natural de Pindelo, tenho 30 anos, sou licenciado em Economia pela Faculdade de Economia
do Porto, actualmente a frequentar um mestrado na mesma. Trabalhei sempre no sector
privado. O meu interesse pela política é o interesse pelo bem comum. Ideologicamente estou
ligado a um partido, como aliás estão os dois colunistas que escrevem aqui ao meu lado.
Tal não me impede de ter uma opinião própria e crítica, que penso poder ser partilhada por
muitos Oliveirenses. Não me furto a críticas nem a polémicas, mas prefiro discutir ideias e não
limitar-me a lançar ataques, sem explicitar o porquê das discordâncias.

Esta explicação é devida, a Helena Terra, que na edição anterior me brindou com os seus
escritos. Não é feita nos mesmos termos, nem com as mesmas características ofensivas,
porque sinceramente ao contrário da Helena Terra não estudei a disciplina da arrogância,
e maledicência. Para além de que os leitores do jornal me merecem respeito, e por isso não
vou baixar ao seu nível. E antes de passar ao que realmente é importante apenas deixo aqui
um ditado popular básico que parece ter sido feito de propósito para caracterizar o percurso
político da senhora e o próprio artigo da semana passada, e que até ela será capaz de terminar
“ Quando lhe chega a mostarda ao nariz, estala-se …”.

Quero felicitar a Oliveirense, mais concretamente a sua equipa de futebol sénior pela
excelente campanha que vem realizando na 2ª liga. São já 5 as vitórias consecutivas. E
mesmo aqueles Oliveirenses que não vibram com o Desporto com intensidade, têm de se
sentir orgulhosos pelo percurso que a mais importante instituição desportiva do concelho
está a realizar. Actualmente 3ª classificada. Com um dos orçamentos mais baixos, com
um dos planteis mais curtos, têm dado mostras de um grande profissionalismo, espírito
combativo e ambição, que nos deixam orgulhosos. E que deverá servir de exemplo a
todos. Independentemente do que possa acontecer até final do campeonato, os objectivos
iniciais estão praticamente cumpridos. Num concelho com tantas pessoas a praticarem
individualmente ou colectivamente modalidades desportivas, e com tanta tradição no
Desporto (Hóquei em patins, Basquetebol, Atletismo, Automobilismo, etc.) fazia falta uma
equipa de Futebol que projectasse ainda mais o nome de Oliveira de Azeméis. Também por
isso “parabéns Oliveirense”.

Governo incompetente

O nosso país está a passar por tempos conturbados. Esta situação é do conhecimento de
todos. E, sem rodeios, temos de reconhecer que o principal culpado das dificuldades que
se avizinham (e que muitos portugueses já sentem actualmente) é o governo do Partido
Socialista.

São três as características deste Governo que penso que terão conduzido ao desgoverno em
que se encontra o país. A primeira característica é a incompetência, sendo um claro exemplo
o nosso ministro das finanças, que antes das eleições falava de um valor do défice a rondar os
5%, em Outubro de 2009, mantinha uma meta para o défice de 5,9% (quero acreditar que não
mentiu descaradamente para tapar os olhos ao povo e com isso ganhar eleições). O mesmo
ministro veio agora em Janeiro dizer que afinal se enganou no cálculo. Só que o engano foi em
quase 4.5% pois o verdadeiro valor do défice é de 9,3%. Aparentemente, entre Novembro e
Dezembro (2 meses num ano) o défice português quase duplicou. Esta situação fundamenta
aquela que considero a ser a segunda característica deste Governo, a irresponsabilidade.
O nosso Primeiro-Ministro afirmou na semana passada que a subida do défice tinha sido
propositada. Que irresponsabilidade, então o governo desconhece as consequências que esta
imagem de desrespeito pelos valores do défice transmite internacionalmente? É caricato no
entanto que o Ministro das Finanças tenha no mesmo dia afirmado que se tinha enganado e
que tinha ficado surpreendido com o valor elevado do défice. Afinal enganaram-se, ou o valor
do défice foi propositado?

Uma terceira característica deste governo que gostaria de salientar é o facto de não olhar
a meios para atingir os fins. Aparentemente, vale tudo para estes senhores. Ninguém pode
criticar, pois é imediatamente atacado pelos acólitos do governo, que não permitem que os
portugueses tenham conhecimento dos problemas que assolam o país. Que vergonha esta
tentativa de controlar a comunicação social. Já conseguiram sanear a Manuela Moura Guedes,
o José Eduardo Moniz, silenciar o jornal Público, para já não falar no Jornal de Notícias, que
muitos afirmam parecer um órgão de informação oficial do Partido Socialista assim como a
TSF, cujo director era a pessoa que José Socrates gostaria de ver à frente da TVI. Pois é, mas
faltava calar o Mário Crespo. Parece que também já trataram disso, só que desta vez correu
mal pois o Sr. Primeiro-Ministro falou alto de mais e Mário Crespo soube antecipar-se. De
notar que José Socrates se mostrou indignado pela publicação das escutas, mas não desmentiu
o conteúdo das mesmas.

Esperemos que, pelo menos desta vez, atacar o mensageiro não abafe a mensagem. Por outras
palavras, esperemos que os portugueses compreendam que o governo procurou condicionar
a liberdade de informação, e deste modo esconder dos portugueses os verdadeiros efeitos das
suas políticas.

Quando pensavamos já ter ouvido todos os disparates…

No dia 28 de Janeiro, ao ler um jornal regional, fiquei a saber que a penhora da Junta de
Freguesia de Fajões tinha sido um dos temas discutidos na reunião do executivo camarário. A
situação da junta de freguesia parece de facto neste momento complicada, mas sinceramente
não me compete, por falta de conhecimento profundo sobre a matéria, tecer comentários
sobre os culpados da situação. O que me deixou profundamente chocado foram as palavras da
vereadora socialista Helena Terra sobre o assunto. Disse a senhora vereadora, a propósito do
pagamento do asfalto ou falta dele que terá dado origem à questão:

“ Para nós é pouco importante que exista protocolo celebrado por escrito”.

Esta frase revela uma incrível falta de responsabilidade e uma enorme demagogia. Para a
vereadora do partido socialista, não interessa o que fica protocolado, não interessa o que
realmente é concretizado por escrito e por consequência, aquilo que é realmente acordado
e estabelecido. Aparentemente, para a líder do partido socialista, a Câmara Municipal deve
pagar seja em que circunstância for, mesmo que não exista protocolo assinado entre a junta
de freguesia e o executivo camarário.

A câmara municipal atravessa uma situação do ponto de vista financeiro difícil, à semelhança
daquilo que se passa por todo o país, e que requer realismo na atribuição dos dinheiros
públicos, requer responsabilidade. É importante não esquecer que estamos a falar de
fundos para o qual todos nós contribuímos. É exactamente a necessidade de sermos muito
rigorosos na gestão pública, que me leva a uma segunda reflexão, resultante ainda das
palavras proferidas pela Senhora Vereadora. Na minha opinião, esta tentativa oportunista
de aproveitamento político pelo Partido Socialista, sobre um assunto tão delicado como a
questão da governabilidade da Junta de Freguesia de Fajões, demonstra uma falta de bom
senso total. Vale dizer tudo para ficar bem aos olhos do povo? Na minha opinião, não. Iniciei
este artigo a mencionar que, por desconhecimento sobre a matéria, não me iria pronunciar
sobre os culpados. A Dra. Helena Terra, pelo contrário, parece ter um elevado conhecimento
sobre esta questão. Sabe tanto que, indiferente à inexistência de protocolo assinado, defende
que a dívida deverá ser paga, mesmo que tenha sido causada pelos anteriores órgãos da junta
de freguesia. É o aproveitamento político no seu auge.

Se a moda pega, qualquer dia teremos todos os presidentes de junta do concelho a realizarem
obra sem protocolos assinados e a exigirem que a Câmara Municipal se responsabilize pelo
respectivo pagamento. Aparentemente contariam com o apoio da vereadora do partido
socialista.

Jovens Portugueses que futuro?

No passado sábado, na sede do PSD de Oliveira de Azeméis tomaram posse os novos membros
da comissão política da JSD, estrutura que tive o privilégio de presidir durante os últimos 4
anos. A JSD é uma organização de juventude, que tem procurado chamar a atenção para os
problemas reais dos jovens Portugueses. E hoje, mais do que nunca, é com grande pessimismo
que os jovens Portugueses olham não só para o Futuro mas já para o seu Presente.

No início de cada ano civil, é comum fazer votos para que o ano seja positivo, feliz e próspero
para todos. Mas para 2010, em particular para os jovens, e tendo em conta os últimos
dados conhecidos do Desemprego, é muito difícil sermos optimistas. O Desemprego actual é
apontado por muitos como sendo o principal flagelo do país.

Duzentos e oitenta mil jovens entre os 15 e os 24 anos estão desempregados; Destes, 48 mil
jovens são licenciados e procuram emprego. Nos números anteriores não estão incluídos
aqueles jovens, cujo número é igualmente elevado, que estão em situação de emprego
precário, a recibos verdes, e com contratos temporários. É caso para perguntar onde vai parar
o nosso país? É caso para nos questionarmos sobre o que pensam o Sr. Eng.º Sócrates e o
partido socialista desta realidade?

O Governo e os nossos deputados andam entretidos a discutir o casamento de pessoas do
mesmo sexo. A nossa comunicação social está mais interessada em saber o que se passa
na vida pessoal das celebridades televisivas e em relatar pequenas desgraças, do que em
promover um debate sério sobre o Desemprego.

Já percebemos que este Governo não está verdadeiramente preocupado com o
desenvolvimento económico do país, com o aumento da produtividade, com o crescimento
das nossas exportações, que são factores decisivos para o crescimento económico e
consequentemente para a diminuição da taxa de Desemprego. O nosso primeiro-ministro
segue a máxima “mais vale parecer do que ser”, ou seja, José Sócrates quer fazer crer aos
Portugueses que é um primeiro-ministro muito preocupado com o país, verdadeiramente
empenhado. Mas de facto, tudo tem feito para, através de manobras de diversão, distrair os
Portugueses dos verdadeiros problemas de Portugal.

Com um governo irresponsável, cabe à oposição e à comunicação social o papel de colocar
na agenda política os verdadeiros problemas do país, como o Desemprego, sob pena de as
consequências já a curto prazo serem terríveis.

Um bom orçamento

Durante a última sessão da Assembleia Municipal, que decorreu no dia 30 de Dezembro de
2009, foram discutidos e aprovados o Orçamento e as opções do plano de acção para o ano de
2010.

A aprovação do orçamento é um momento sempre decisivo para a acção governativa de
qualquer executivo. Foi um bom debate, sendo de realçar o empenho e a vontade de todas as
bancadas em contribuírem para uma troca de opiniões e argumentos coerentes.

O orçamento foi aprovado, com os votos favoráveis do PSD, e as abstenções de PS e CDS.

A aprovação do orçamento e plano de acção para 2010 foi efectuada ainda em 2009, o que
tem a vantagem de permitir ao executivo iniciar o ano com o rumo e metas que definiu
devidamente traçado e legitimado. Oliveira de Azeméis ganha assim tempo, permitindo-lhe o
implementar de políticas sustentadas de desenvolvimento.

O grande mérito do orçamento é o facto de ser um orçamento realista (e bem ao contrário
daquilo que têm sido os orçamentos apresentadas pelo nosso governo na Assembleia da
República), onde a contenção da despesa corrente, e a diminuição das despesas com capital
são de realçar. Este é um claro sinal em época de crise económica da correcta intenção da
Câmara Municipal em não hipotecar o futuro do Concelho.

No entanto, desenganem-se aqueles que pensam que a meta do corte na despesa para
2010 significa um corte radical no investimento das infrastruturas essenciais para Oliveira
de Azeméis, ou mesmo na política social que tem sido levada a cabo de forma meritória
nos últimos anos. O principal mérito do plano de acção aprovado é o de definir claramente
aquelas que são de facto as prioridades no investimento do concelho. Trata-se de um plano
realista mas ambicioso, onde se percebe que o investimento na área social continuará a
ser uma realidade, o desenvolvimento de vias de comunicação estruturantes também. E é
importante salientar que este plano tem como grande preocupação dotar o concelho de
uma rede de água e saneamento, tão desejada como necessária. A minha área de formação
leva-me a estar muito sensível a estas questões orçamentais, à necessidade de combater o
despesismo, e à aplicação correcta dos recursos disponíveis. Este é um dos motivos que me
leva com conhecimento de causa, a estar satisfeito com o orçamento aprovado. Mas não nos
esqueçamos que o orçamento é apenas um instrumento, é apenas um “guia orientador”.
Oxalá, para bem do nosso concelho, que o executivo o saiba colocar em prática.

Dois pesos e duas medidas

No passado dia 14 de Dezembro realizou-se mais uma Assembleia Municipal
extraordinária, no auditório da Biblioteca Ferreira de Castro. Ao entrar na sala
verifiquei, que a disposição da mesma estava diferente do habitual. De facto, foi
acrescentada mais uma mesa destinada aos vereadores, e o púlpito reservado às
intervenções de membros da Assembleia e público em geral deixou de estar no palco.
Esta mudança foi motivada por uma reclamação feita na anterior Sessão por parte da
Dra. Helena Terra, candidata nas últimas eleições autárquicas à câmara municipal
pelo PS. A Dra. Helena Terra não achava correcto que alguns vereadores estivessem
sentados fora da zona central do palco.
Neste caso, não está em causa a justeza da reclamação. Apenas questiono a coerência
desta reivindicação, face às posições passadas da candidata. Ora, na anterior legislatura,
muitas das Sessões da respectiva Assembleia, a que tive oportunidade de assistir,
decorreram no mesmo Auditório da Biblioteca, tendo os vereadores socialistas de então
estado sempre sentados no canto e sem uma mesa de suporte. Sendo nessa ocasião a
Dra. Helena Terra líder da bancada do Partido Socialista, nunca se ouviu uma palavra
de desagrado pelo posicionamento dos seus colegas de partido.
Em relação a esta questão, o que surpreende é que ao longo de 4 anos e muitas sessões
municipais, nunca este assunto ter sido abordado. É uma clara diferenciação em relação
aos vereadores do Partido Socialista do passado. Seriam aqueles menos importantes ou
menos dignos do que os actuais? Penso que não, como aliás todos os que estiveram,
mesmo que ocasionalmente, presentes em sessões da Assembleia Municipal puderam
constatar.
Mais uma vez reafirmo que não está em causa a reclamação em si. O que surpreende é
mudança de atitude e postura da líder do Partido Socialista, que tem um comportamento
enquanto vereadora diferente do passado recente, quando eram outros colegas de
partidos os vereadores. Dois pesos e duas medidas.

Aproveito esta ocasião para desejar a todos os leitores do Correio de Azeméis um
óptimo Natal. Que seja um momento de felicidade e de partilha para todos. Faço ainda
votos para que nesta quadra festiva e aproveitando o belíssimo e diferente colorido que
veste a nossa cidade, resultante da animação natalícia e da linda iluminação de natal, os
Oliveirenses vivam esta época ainda mais intensamente e dentro de portas, ou seja, na
nossa cidade.

causa comum artigo semanal

Na Sexta-feira passada, dia 11 de Dezembro, a segunda proposta do Governo de alteração do orçamento de estado para o ano corrente foi aprovada no Parlamento. A propósito deste assunto, é importante destacar a falta de capacidade do Ministro das Finanças em responder às acusações de todos os partidos da oposição. A oposição considera que o ministro já teria conhecimento, desde o inicio do Verão, dos valores proibitivos do défice das contas públicas, mas afirmando sempre que o défice estava controlado. De facto o Sr. Dr. Teixeira dos Santos, não teve argumentos para desmontar as acusações porque simplesmente toda a gente já percebeu que ao PS, por razões eleitorais (as eleições legislativas estavam à porta), não interessava em Junho divulgar os verdadeiros números do défice.

É este tipo de atitudes que descredibiliza a classe política. O tacticismo político, a tomada de decisões apenas a pensar nos votos, os jogos políticos em que alguns políticos de todos os partidos se vão envolvendo levam a que os Portugueses olhem com cada vez mais distanciamento e desconfiança para as nossas instituições políticas. Mas mais grave ainda, são as repercussões no país, levando ao constante adiamento de políticas e reformas essenciais para o país, e consequentemente a um atraso generalizado de Portugal. Neste aspecto este Governo tem de facto sido o expoente máximo. Governam para o espectáculo, para o Marketing, a pensar unicamente na melhor maneira de se manterem no poder.

A nova estratégia passa pela vitimização. O PS e o seu governo dizem-se vítimas da oposição, vítimas de boicote. Parecem esquecer qual a função da oposição, que é a de criticar, fiscalizar e apresentar propostas alternativas.

Em artigos passados já referi que defendo e aprovo o debate de ideias, uma oposição forte, dura, mas séria, construtiva e respeitadora dos princípios democráticos. É aquilo que felizmente tem acontecido no Parlamento. O PS não estava habituado a esta nova realidade de governar com maioria relativa, não esperava encontrar uma oposição tão empenhada e interventiva. A postura dos principais dirigentes socialistas, muito mais preocupados em se vitimizarem com a nova realidade do que em resolver os problemas do país, é de facto um péssimo serviço a Portugal.

causa comum - artigo

No dia 24 de Novembro realizou-se a primeira Assembleia Municipal desta nova legislatura.

À semelhança do executivo camarário, também a composição da Assembleia Municipal foi alvo de uma grande renovação. Quer o PSD quer o PS têm muitos elementos novos. O CDS tem agora dois eleitos, enquanto o PCP perdeu a representatividade.

Nunca é demais lembrar a importância que este órgão autárquico tem na vida do concelho. A Assembleia é um espaço próprio de debate, discussão, fiscalização e aprovação do trabalho camarário. Por isso faço votos para que todas as bancadas saibam estar à altura das responsabilidades.

Na primeira reunião todos os partidos representados fizeram um voto para que as sessões ocorram de forma civilizada, e que o respeito por todos impere. Acima dos interesses partidários, estão os interesses de Oliveira de Azeméis. 

Nos últimos quatro anos, a bancada do PS não se comportou com a elevação e o respeito que os Oliveirenses merecem. O papel da oposição é criticar o que considera estar errado, fiscalizar e contrapor com medidas alternativas. A falta de respeito, a arrogância, e a irresponsabilidade que caracterizaram o comportamento do PS são aspectos que não dignificaram a Assembleia Municipal.

Os protagonistas do PS agora são outros pelo que esperamos que o comportamento seja outro. E apesar de algumas, felizmente poucas, intervenções socialistas, terem mostrado algum azedume e arrogância, vamos acreditar, para bem do funcionamento da Assembleia, que se tratam de tiques do passado que vão desaparecer. Mostrar divergência de opiniões é saudável, mas a má educação, essa não fica bem.

Quanto ao balanço político da reunião, é de realçar a imagem de responsabilidade que o executivo camarário transmitiu. Existe um plano de saneamento financeiro que a Câmara Municipal tem de implementar e cumprir. Este rigor que irá nortear a acção camarária é de louvar. No entanto, apesar da situação financeira, e numa altura em que ouvimos o governador do Banco de Portugal apelar a um aumento de impostos para controlar o défice do estado, é importante referir que em Oliveira de Azeméis, não haverá aumento da carga fiscal. Um sinal de boa fé, que coloca uma ênfase suplementar na gestão rigorosa da despesa camarária.

Há duas semanas, escrevi que seria o sentido de responsabilidade a chave do sucesso. O inicio do mandato indica que o executivo está no bom caminho.

 

causa comum 2º artigo - 24 Nov. 2009

Durante a semana passada fomos confrontados com notícias preocupantes sobre o desemprego, que se encontra no nível mais elevado dos últimos 23 anos. Mas dada a forma superficial, em alguns casos diria mesmo leviana com que a comunicação social abordou esta temática, muitas pessoas não se terão apercebido da dimensão do desemprego.

Estamos perante aquela que é a questão mais preocupante de todo o nosso Universo Social. É um drama para milhares de famílias, mas incrivelmente, a fazer fé no pouco tempo dedicado pelos nossos órgãos de informação, parece ser um caso menor para a sociedade portuguesa. A quem interessa que este assunto passe despercebido? À Oposição não é com toda a certeza.

Analisando os dados do desemprego, percebemos que é na Zona Norte que este flagelo assume contornos mais preocupantes. Os números no Distrito de Aveiro revelam um aumento significativo deste fenómeno. Mas na minha opinião não devemos olhar para este problema como um problema local, ou regional, mas sim de uma forma mais abrangente, como um problema que afecta toda a sociedade portuguesa.

Todos os agentes políticos e económicos com responsabilidades nesta área têm de se empenhar a fundo para travar a subida do Desemprego, invertendo essa tendência.

A crise económica não pode servir de desculpa para tudo.

Aos sindicatos pede-se uma mudança de atitude. É que em sede de concertação social, estão sempre mais preocupados em garantir elevadas subidas dos salários dos seus associados, do que em contribuírem para a diminuição real do desemprego. Aos Empresários cabe o papel de gerirem bem e de forma estruturada as suas empresas para que as mesmas não estejam tão vulneráveis em épocas de crise económica. Aos agentes políticos locais, pede-se que criem as condições para atraírem investimento para os seus concelhos. E ao governo do Sr. Eng.º José Sócrates, pede-se menos folclore nos anúncios de investimentos públicos e privados, que supostamente serão criadores de emprego, e mais concretização de políticas que criem condições para um real crescimento económico. E já agora esperemos que estes mesmos governantes olhem para o Desemprego como um problema prioritário a ser combatido e encarado de frente. É que desculpar-se com a crise já começa a cansar.