Para o abismo… a alta velocidade
Fev 17, 2009 Verdade pura Publicado por Ricardo Tavares
Pequenas e médias empresas. Foram, são e serão a base e o suporte da nossa economia. Na indústria e no comércio. Todas as pessoas têm em si o potencial e a ambição de serem empresárias. Falta o incentivo.
São estas empresas que geram emprego, continuadamente. Com a empregabilidade é dinamizado o comércio e a aquisição de bens e serviços.
Nas últimas semanas o Governo tem afirmado, publicamente, ou pela voz do Primeiro Ministro José Sócrates ou do Ministro da Economia, que disponibilizou largas centenas de milhões de euros para estes empresários reabilitarem as suas empresas e garantir o emprego, e criou várias medidas para facilitar o acesso à banca e a esses milhões.
Porém, a realidade é outra.
No contacto que se tem com empresários que procuraram aceder a esses incentivos, verifica-se que afinal os mesmos não têm sentido nenhum desses benefícios que o governo tanto propagandeia. Ou porque as empresas não têm histórico empresarial, ou porque apresentaram um resultado negativo de gestão há dois ou três anos atrás, ou porque não têm qualquer coisa regularizada, a resposta é sempre a mesma, isto é, não têm condições para aceder a esses aparentes incentivos.
Ficam os empresários com a sensação de que esses milhões quando são anunciados já estão comprometidos com algumas empresas, e que uns são filhos e outros enteados.
Prefere-se prolongar a vida a empresas em estado de coma em detrimento de apoiar empresas recém-nascidas.
Os resultados desta política desajustada traduzem-se em resultados como os anunciados pelo INE, quebra de 2% do PIB no último trimestre de 2008 ( os números do governo apontavam para 0,9% !).
A realidade é que continua o desemprego a aumentar. E as pequenas e médias empresas continuam a fechar.
Não se pode dizer por um lado que se vai incentivar o empreendedorismo, que se vai apoiar a criação de pequenas e médias empresas e depois vir invocar-se argumentos novos e sucessivos para não se concederem os apoios.
A propaganda continua. Mas a fome e o desemprego aumentam.
Este governo continua a empurrar-nos para o abismo. E a alta velocidade.
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