Tome lá 200€, mas…

Quando há quinze dias atrás aqui falei na ausência de políticas de incentivo à natalidade, estava longe de imaginar que o Partido Socialista liderado por José Sócrates iria apresentar, como principal bandeira do seu programa de governo, uma medida com esse fim.

Definindo-a como uma medida de estimulo à natalidade o PS diz que ser for governo irá depositar numa conta poupança 200€ por cada criança que nasça. Verba que, segundo o mesmo programa eleitoral apenas pode ser movimentada quando a criança atingir os 18 anos de idade.

Medida de incentivo à natalidade?

Alguém me explica como é que 200€ numa conta bancária estimulam a natalidade?

Será que os pais quando forem comprar as fraldas, o leite, a papa, os biberons, as chupetas e as cadeiras para o carro, irão ter crédito durante 18 anos?

Obviamente que não. E também é óbvio que esta promessa não é um incentivo à natalidade.

Cheira mais a um incentivo à banca que irá receber os 200€ de depósito por criança e irá geri-los a seu bel-prazer e daqui a 18 anos nem sequer temos a certeza que esses bancos existam!

A natalidade promove-se com apoio à construção de creches e jardins-de-infância, aumentando o abono de família, protegendo laboralmente as mulheres, criando condições para que as crianças possam, durante mais tempo, estar próximas da mãe, ou ainda, baixando o IVA sobre os produtos para os bebés.

A natalidade promove-se com medidas concretas sentidas no dia-a-dia e não com dinheiro, ainda por cima com dinheiro inacessível!

Esta medida revela bem o que é este Partido Socialista.

É o Partido das promessas fáceis. É o Partido que dá tudo às pessoas desde computadores a dinheiro. É o Partido do “rendimento mínimo” onde todos, os que merecem e os que não, andam à boleia do estado do facilitismo socialista.

E quem paga esta pseudo-generosidade socialista? São todos os que trabalham e pagam os seus impostos.

Portugal não precisa destas medidas. Portugal precisa de um governo que estimule a iniciativa privada, que promova o emprego, que dê confiança aos jovens, aos empreendedores, que estimule as pessoas a viver e a trabalhar em Portugal.

Portugal precisa de Esperança!